quarta-feira, 11 de julho de 2018

Escola Sem Partido quer silenciar professores

O direito à educação e à construção da cidadania estão sob ameaça no Brasil. Sob o pretexto de “acabar com a doutrinação ideológica” nas escolas, tramita na Câmara dos Deputados o projeto da "Escola Sem Partido". 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sociedade

André De Campos

A sociedade é desumana


a sociedade é desigual



valores foram deturpados



o que vale é o capital.





Que sociedade é essa?



De maioria branca, católica, apostólica,



ocidental e romana



se você tem grana, você é o bacana.





Sociedade dos bacanas



da hipocrisia e do materialismo



onde a distância entre o rico e o pobre



se tornou um abismo.





Contrastes violentos



entre a riqueza e a pobreza



alguns na fortuna e luxúria



muitos sem nada sobre a mesa.





A sociedade está doente



está muito virulenta



a sociedade está demente



individualista e violenta.





Que sociedade é essa?



que prioriza o material



Que sociedade é essa?



onde predomina o imoral.





Sociedade que não respeita



mulheres, crianças, idosos



sociedade que desrespeita



repleta de invejosos.





Sociedade que não respeita



negros, pobres e trabalhadores



sociedade que desrespeita



repleta de usurpadores.





Sociedade do consumo,



do enlatado, do importado



sociedade do consumo



lixo por todos os lados.





Você não sabe o que come,



o que consome, o que ouve e o que vê



querem te alienar



com programas de TV.





De carro novo é patrão



de carro velho é peão



de carro novo é empresário



de carro velho é otário.





Sociedade de aparências



pose e status se proclamam



cuidado com o que está por fora



as aparências enganam.





Sociedade desumana



sociedade de bacanas



sociedade desigual



onde só vale o capital.






quinta-feira, 3 de março de 2016

DEFICIÊNCIAS ( Mario Quintana )


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho nascido em 30/07/1906 e morto em 05/05/1994 .
3 de março de 2016 - 8h49

Cuba reafirma seu compromisso com a luta por um mundo de justiça

Cuba reafirmou nesta quarta-feira (2), em Genebra, seu compromisso com a luta por um mundo de justiça, liberdade e igualdade para todos. Pedro Núñez, diretor-geral de Assuntos Multilaterais e Direito Internacional do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, expressou que a ilha reforça seu compromisso com uma genuína cooperação internacional, sustentada pela indivisibilidade dos direitos humanos, rechaçando a seletividade e a politização das relações internacionais.


Reprodução
O secretário criticou a “tendência a abordar com enfoques punitivos as questões de direitos humanos” O secretário criticou a “tendência a abordar com enfoques punitivos as questões de direitos humanos”
“Países poderosos apresentam sua visão sobre a democracia e a governabilidade como a única válida e tentam imputar-lhe um alcance supostamente universal, quando, na realidade, trata-se de uma visão privativa da prática de apenas parte da humanidade”, disse o diretor.

Ao intervir no segmento de alto nível do 31º período ordinário de sessões do Conselho de Direitos Humanos, assinalou que, além disso, são elaboradas listas seletivas de países que não lhes são afins, como fez hoje os Estados Unidos, para criticá-los por supostas violações aos direitos humanos, esquecendo-se da discriminação racial, da violência policial, do maltrato aos imigrantes ou da tortura aos presos, declarou.

O dirigente apontou que tudo isso ocorre no centro de detenções que Washington mantém no território ilegalmente ocupado em Guantánamo (oriente de Cuba) e em seu próprio território.

A tendência a abordar com enfoques punitivos as questões de direitos humanos é reforçada e se mostra cada vez mais perigosa, asseverou.

Em contraste com o desolador panorama internacional, sublinhou que em algumas regiões consolidaram-se esforços para criar um entorno de paz.

A respeito, Nuñez ressaltou que um exemplo imprescindível foi a decisão histórica dos líderes da América Latina e do Caribe, na 2ª Reunião de Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, realizada em Havana em 2014, de proclamar a região como uma zona de paz.

Nesse contexto, acrescentou que a ilha espera dar as boas-vindas em breve a um acordo de paz que ponha fim ao conflito na Colômbia.

Ressaltou também seu apoio à República Bolivariana da Venezuela, cujo governo e povo merecem, disse, a mais ampla solidariedade internacional em sua luta contra as ações desestabilizadoras encorajadas e apoiadas pelo exterior.

Nuñez recordou que o governo dos Estados Unidos reconheceu não apenas o fracasso do bloqueio econômico, comercial e financeiro como política contra Cuba, mas também o seu impacto negativo no exercício dos direitos humanos para com o povo cubano.

“É de particular importância que, sem demora, os Estados Unidos ponham fim ao bloqueio que meu país sofre há mais de cinco décadas, que é a principal violação dos direitos humanos de todos os cubanos”, afirmou.

Acrescentou, também, que nas eleições de outono, neste ano, a ilha aspira a ser reeleita para o Conselho de Direitos Humanos, um órgão cuja criação completa uma década em 2016.

O dirigente cubano reiterou o respaldo de seu país à causa do povo palestino, rejeitou as sanções unilaterais contra a Rússia e reafirmou o direito do povo sírio a encontrar uma saída digna para os seus problemas, sem ingerências externas e preservando sua soberania e integridade territorial.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A PAZ

A PAZ É UM ESTADO SUBLIME,
AGRADÁVEL E ENCANTADOR!

A PAZ É ATITUDE, EQUILÍBRIO,
CORPO, MENTE, ESPÍRITO,
TODAS AS DIMENSÕES DO AMOR!

A PAZ BROTA DO SILÊNCIO 
E DA MEDITAÇÃO
PAZ É HARMONIA,
É RECONCILIAÇÃO!

A PAZ É UMA ESTRADA PARA O BEM
É UMA ENORME E CONSTANTE CONSTRUÇÃO
ESTRUTURADA NOS VALORES HUMANOS
QUE INUNDAM O NOSSO CORAÇÃO!

SEJA DA PAZ, VOCÊ É CAPAZ!

André De Campos

quinta-feira, 17 de outubro de 2013


Encontros de Formação Socialista. Caxias do Sul- Outubro 2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013


O PSB- Partido Socialista Brasileiro - Caxias do Sul, realizou seu primeiro encontro do Seminário de Cultura, Orientação e Formação Política. Ao todo serão cinco encontros realizados no anfiteatro da Câmara de Vereadores, com o objetivo de capacitar e qualificar a militância socialista para os desafios que virão pela frente. Os três primeiros encontros serão ministrados pelo secretário de formação política, professor André De Campos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

   Os partidos políticos gradativamente foram abandonando suas ideologias e princípios, e tornaram-se máquinas clientelistas de acomodação política, muitas vezes em favor de interesses individuais. 

quarta-feira, 31 de julho de 2013




O PSB de Caxias do Sul filia mais de 160 pessoas: jovens, lideranças do movimento comunitário, sindical, negro, mulheres, movimento popular, etc.. O partido não para de crescer e a nossa tarefa é qualificar os quadros do partido, para que estejam capacitados à ocuparem os espaços na sociedade e para os enfrentamentos polícitos eleitorais.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Minha amada


Minha amada querida!

Te encontrar nesse mundo tão imenso foi uma mágica,
um presente divino, uma dádiva sem fim,
seu amor tomou conta de mim,
meu amor por você é assim!

Você me mostrou as coisas boas da vida,
cicatrizou minha ferida,
tornou minha alma colorida,
recuperou minha alegria perdida!

Seu carinho, sua força, sua beleza,
seu olhar, seu sorriso, sua sinceridade,
seu perfume, sua pele, sua afetividade,
me certificam que tu és
a minha amada de verdade!

Mulher de garra, coragem e sensibilidade,
mulher de muito amor,
forte como uma rocha,
sensível como uma flor!

Mulher que eu amo
e não me engano
mulher inteligente, decente e competente
mulher pra frente!

Meu sentimento por você é muito sincero
 cada vez mais forte e bonito,
espero retribuir o seu amor
com meu amor infinito!

Nossas vidas se cruzaram nesse plano
não foi por acaso ou engano
muito menos por distração
foi por desejo de Deus e do coração!


Nosso abraço apertado, nosso olhar,
nossos beijos, as mãos dadas para andar,
teu jeito meigo e carinhoso,
me fazem te desejar!

Permita-me te amar com toda intensidade
amor de verdade sem maldade ou falsidade,
Permita-me que eu te faça feliz,
é tudo que eu sempre quis!

Você é uma grande mulher
de princípios e postura,
você é uma linda mulher,
você é uma doçura!

Minha amada querida
tornou meu amor viril
minha amada querida
eu te amo pra sempre
 Sil.


                                                                                   André De Campos










sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

21 DE DEZEMBRO DE 2012 - 8H11 

Quais são as verdadeiras intenções dos Estados Unidos na Síria


Todo observador que se interessasse pelo comportamento dos Estados Unidos quanto às suas verdadeiras intenções em relação a Síria deparar-se-ia com uma série de indicações contraditórias. 

Por Amin Hoteit*, em Resistir.info


Com efeito: 

I. Por um lado, eles forçam o prosseguimento das operações terroristas enquanto ao mesmo tempo impedem o diálogo com as autoridades legítimas do país em que desejariam mudar radicalmente as personalidades e as orientações políticas. Eis porque eles têm trabalhado para: 

1) Substituir às pressas o "Conselho de Istambul" (CNS) por uma pretensa "Coligação da oposição síria", cozinhada por Washington e dominada claramente pelos Irmãos Muçulmanos em todos os seus escalões. 

2) Oficializar esta Coligação recém criada como representante legítima do povo sírio trabalhando pelo seu reconhecimento pelos países aliados; o que doravante já é coisa feita, após a reunião dos "Inimigos da Síria" em Marraqueche. 

3) Formar um "Alto conselho militar" para manter um domínio sobre as operações desestabilizadoras fazendo, também aí, pender a balança para o lado do Irmãos Muçulmanos pela exclusão de duas categorias de combatentes irregulares: a primeira designada como "terroristas na dependência da Al Qaida", a segunda constituída por "aqueles que desconfiam dos Irmãos Muçulmanos e recusam a ideia da sua dominação sobre a Síria". 

4) Recuar na sua decisão pública de não armar os grupos de opositores para se empenhar, também publicamente, em financiá-los e armá-los diretamente a partir dos EUA e da Europa. 

5) Multiplicar os encontros dos chamados "Amigos do povo sírio", o famoso fórum político reunindo todos aqueles que consentiram em marchar com os EUA para demolir a Síria independente e ali instalar um governo sob as botas do Ocidente, ele próprio enfeudado aos EUA. 

6) Fazer instalar os mísseis Patriot na fronteira síria, história destinada a significar que só a solução militar é retida e que a Otan está finalmente prestes a intervir. 

7) Encorajar os bandos armados a intensificarem suas operações terroristas sobre o terreno e conseguir assim radicalizar a oposição contra as autoridades sírias. 

* Amin Hoteit é  analista político libanês, perito em estratégia militar e general de brigada na reserva

www.vermelho.org.br 
..

Livro Socialismo & Democracia

Os ensaios reunidos no livro Socialismo & Democracia de Roberto Amaral tratam de duas questões: a crítica ao capitalismo e a defesa do projeto socialista. Por isso, os ensaios são recorrentemente voltados para a questão democrática, e tratam reiteradamente da crise da democracia representativa.
De acordo com o autor, os ensaios foram escritos durante o período que percorre mais de uma década. Alguns antes de 2002 e da vitória da coalizão de centro-esquerda que levou Lula à Presidência e à reeleição em 2006, período de nossa história e do movimento popular que assistiu, nesta findante primeira década do III Milênio, à emergência das massas, a qual, parecendo ter seu epicentro em nosso país, deita seus efeitos por toda América do Sul.
Roberto Amaral analisa também o fato político, neste caso lamentável, que as forças da esquerda socialista não tenham sabido capitalizar esses avanço, ao renunciar ao debate ideológico ensejado pela aliança com Lula.
Como o eleitor pode constatar, são todos temas instigantes que estão apresentados e discutidos em ensaios, escritos como tarefa de militante, resumidos em algumas das questões centrais do socialismo e da democracia no Brasil.
fonte - http://www.ramaral.org

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

27 DE AGOSTO DE 2012 - 10H34 

Rio+20 foi tida como fracasso antes mesmo de inicar, diz geógrafa


“Na Europa e na Itália a Rio + 20 foi olhada com quase desprezo e antes mesmo que começasse – e também depois – foi julgada um fracasso", declara Teresa Isenburg, professora de Geografia política e econômica, no Departamento de Estudos Internacionais da Universidade dos Estudos de Milão, em entrevista ao Blog do Sorrentino.



Atuante acadêmica da área de geografia humana, ela se dedicou a estudos da transformação do território italiano, mas me chamou a atenção pelos estudos brasileiros: Lo spazio agricolo brasiliano, Milano, 1986; Naturalistas italianos no Brasil, São Paulo, 1990; Brasile: una geografia política, Roma, 2006. Ela vem de publicar um livro muito interessante, L’Amazzonia e la foresta, Jacabook Spa, Milano, 2012, que gentilmente me autografou “con amirazione per il percorso del nostro amato Brasile” [com admiração pelo percurso de nosso amado Brasil].

Sim, ela é genuína e sinceramente uma amante do Brasil, cujos desafios acompanha há décadas, como uma comunista de consciência científica e crítica da realidade do mundo, que vive parte importante da vida entre nós brasileiros.

Teresa é das fileiras do Partido da Refundação Comunista e analisa criticamente a situação daquele (também amado) país e os dilemas da esquerda para fazer frente a uma das grandes crises vividas pelos italianos.

Nossa conversa se iniciou pelo livro recém-editado. Com informação precisa e erudição, Teresa discorre sobre os grandes temas que envolvem a Amazônia e o suposto papel de “pulmão do mundo”, sobre o Código Florestal brasileiro, a questão agrária e indígena brasileira, e até as mudanças climáticas, com rigor e uma visão profundamente progressista, questionando o discurso prevalecente na Europa – em governos e ONGs –, nada desinteressado no que concerne a ingerências atentatórias à soberania brasileira.

A entrevista fala disso e trafega também para a atual situação do Brasil, da Itália e do mundo. Fico feliz não só por dá-la a conhecer a vocês. Também por sua grande contribuição ao debate de ideias avançadas no Brasil e no mundo. Bom proveito aos leitores do blog, enquanto sua produção acadêmica não se encontra em língua portuguesa.

Walter Sorrentino: Teresa, obrigado por participar do blog. Seu último livro trata da Amazônia. Pareceu-me voltado especificamente para o público europeu. Comecemos assim: como surgiu a ideia do livro? O quanto é “romantizada” a ideia que se tem da questão amazônica na chamada “opinião pública” média da Itália ou Europa em geral?
Teresa Isenburg: Antes de mais nada, quero ressaltar que tenho a consciência de que esta pesquisa é o resultado do meu conhecimento limitado sobre esta região, tanto vasta como complexa. O livro se dirige a um público europeu e principalmente italiano.

O objetivo, em primeiro lugar, é tentar informar alguns dados materiais sobre a Amazônia e apresentar os lineamentos da política territorial da União e dos Estados, utilizando as fontes cientificas e o documentos administrativos brasileiros.

A Amazônia não é um grande caldeirão verde, vazio de homens e de relações sociais, à espera de ser salvo pelos europeus sensíveis às questões ambientais; é uma área antrópica e dinâmica, com projetos, contradições, conflitos: isto é o que quero transmitir aos meus compatriotas.

Walter Sorrentino: Por outro lado, os interesses de governos de países europeus têm insistido, de distintas formas, agressivas ou diplomáticas, em proclamar soberania limitada para a Amazônia (lembro-me de até Mitterrand propor isso). Agora, com as polêmicas em torno das mudanças climáticas, há outras ondas de ingerência nesse sentido. A ideia de Amazônia com “pulmão do mundo” é evocativa, mas falsa. Como você vê esse panorama de disputas na atualidade?TI: Acredito que a hipótese vigente nos anos 80 e 90 em alguns países do norte do mundo de cercear a soberania de alguns Estados nacionais amazônicos, em nome de superiores interesses ambientais da humanidade, foi derrotada. Neste setor o Brasil desenvolveu um trabalho diplomático, comunicativo, cientifico e político que foi um sucesso.

Parece-me que atualmente o debate sobre as mudanças climáticas ressalta a importância geral que possuem as vastas florestas do mundo, logo também daquela amazônica, mas se reconhece a impostação correta da política brasileira neste assunto.

Aquilo que surpreende é que na opinião publica européia, muito se discute sobre a floresta amazônica e suas modificações, enquanto nada se diz sobre as florestas extensas da zona temperada, que em países como o Canadá e a Rússia, são cortadas sem misericórdia.

Sobre este ponto, será importante seguir a ação da FAO, na qual o diretor, a mais de um ano é o brasileiro José Graziano da Silva, brasileiro, o que confirma o papel crescente da diplomacia do Brasil.

Walter Sorrentino:
 Importante lembrança essa, de Graziano na FAO. Teresa, o Brasil tem uma legislação ambiental avançada e, no Estado do Amazonas, por exemplo, há 96% da floresta em pé. Há um projeto nacional de desenvolvimento e uma estratégia para a Amazônia. Qual tua apreciação sobre o curso dado pelo governo brasileiro desde a eleição de Lula em 2002?TI: É visível que o Brasil esta construindo um projeto estratégico para a Amazônia. Os dez anos que transcorreram da eleição do Presidente Lula abriram um percurso cujo ponto focal é o desenvolvimento econômico com inclusão social e garantia do ambiente. Isto é feito através de uma robusta integração regional, que passa por modificações infra estruturais, um reforço do sistema das terras indígenas e unidades de conservação, um trabalho de consolidação das redes urbanas, uma qualificação econômica que olha a pesquisa científica e a alta tecnologia. Isto tudo não se esquecendo da enorme divida social que atinge a região. É um projeto denso. A Amazônia está se transformando, de espaço isolado a espaço inserido nas relações sócio-econômicas.

Walter Sorrentino: Você discorre no livro sobre a questão indígena brasileira. Você sabe que nossa posição (do PCdoB) foi favorável à demarcação de terras indígenas, como medida democrática, mas preocupa-nos a demarcação contínua em áreas de fronteira. O indígena é um brasileiro, também, e o que faz falta nessas regiões é a presença do Estado brasileiro. Há aí determinadas contradições, mas nós comunistas não as vemos como antagônicas. Como você vê a questão?
TI: Sobre o tema da demarcação e regulamentação das terras indígenas, a Constituição de 1988 buscou de contrabalançar a política de forte agressão a estas populações, que caracterizou o longo período do regime militar. Entretanto acredito que seja correta a tendência que se está consolidando de reforçar a presença do Estado nas terras indígenas, com serviços sociais e de inserimento na vida democrática do país.

A necessidade de controlar a ampla faixa da fronteira é indiscutível. Acredito que também a gestão das riquezas minerais (algumas estratégicas e muito procuradas como as terras raras) não possa deixar de estar incluída num projeto nacional. Não deve se esquecer da questão dos conhecimentos tradicionais, que não pode ser deixada indefinida. Também aqui se encontra a interferência internacional e de poderosos grupos nacionais, que não são nada inocentes, mesmo escondendo-se atrás de justificações da defesa do ambiente o das minorias. Acredito que sejam úteisl – e já praticados – acordos com outros países da área, porque o bioma supera os confins nacionais. 

Walter Sorrentino: Também a questão do Código Florestal em debate no Congresso você comenta no livro. Tenho tratado insistentemente do tema aqui no blog. Para (muito) além da polêmica supostamente central – agronegócio X ambientalistas – temos posto em pauta um projeto nacional de desenvolvimento, que não prescinde da condição de ser o Brasil uma potência agrícola, uma potência energética (de energia limpa), e que a utilização do solo precisa levar em conta essas necessidades do desenvolvimento, entre as quais a preservação do ambiente, dos biomas e da riquíssima biodiversidade brasileira. Bem, o desenvolvimento deverá fazer frente aos principais problemas ambientais do país, como a contaminação das águas, falta de saneamento, pobreza… Mas o que quero perguntar é o seguinte: na condução dos debates, o PCdoB se adiantou em proclamar os direitos dos pequenos e médios proprietários rurais, que não podem ser estrangulados na sua atividade econômica pelas normas do Código Florestal. Gostaria de saber tuas opiniões sobre essa visão.
TI: Os ecos das polêmicas sobre o percurso do Código Florestal brasileiro chegaram na Itália, com intervenções alarmistas e acusadoras nas redes sociais. Daquilo que entendi, existe um grande esforço da parte da administração federal e dos Estados para redigir cadastros pontuais sobre a situação do uso do solo e dos tipos de propriedade para poder depois monitorar as alterações que serão realizadas. Isto é válido também para o patrimônio florestal e para a Reserva Legal cuja definição e aplicação não pode ser igual para todo o pais. Interessante que na gestão agro-florestal se tende – como no passado – considerar de forma unitária a pequenos e médios proprietários rurais.

Também no Código florestal volta o problema: a média propriedade rural é um elemento importante para garantir o mercado interno e, portanto, deve ser considerada com particular atenção; a pequena propriedade coloca, ao invés, imperativos de necessidade social.

O Brasil e a Itália nas suas histórias comungam o fato de não haver jamais realizado uma reforma agrária, de não haver ampliado o direitos dos camponeses no momento historicamente necessário: este fato teve na Itália consequências sócio-econômicas e políticas graves, que duraram no tempo. O Brasil ainda tem tempo de evitar um fenômeno tão negativo e obviamente hoje a questão agrário-florestal não se apresenta mais nos termos clássicos “terra a quem a trabalha”. 

Walter Sorrentino: 
Tenho minhas controvérsias quanto à questão da magnitude das mudanças climáticas, a gênese antrópica delas, e, claro, as explorações políticas que se faz do tema. Você é uma estudiosa do assunto. Como você analisa a Rio+20 no tocante a esses temas?
TI: Na Europa e na Itália a Rio + 20 foi olhada com quase desprezo e antes mesmo que começasse – e também depois – foi julgada um fracasso. Nos movimentos sociais a atenção se concentrou quase exclusivamente na Cúpula dos Povos. Pessoalmente considero Rio+20 um momento importante, se não houvesse outros motivos, pelo simples fato de ter sido possível no bojo de uma crise econômica pesada. A Conferência, sobre a indicação da ONU, era sobre o desenvolvimento sustentável; a Europa buscou desviar o foco principal levando as discussões sobre as mudanças climáticas e propondo como solução a chamada economia verde. A fortíssima pressão diplomática não obteve sucesso e prevaleceu a linha econômico-diplomática do Brasil e China. Esta dizia que o desenvolvimento sustentável se constrói unindo as mudanças sociais, econômicas e tecnológicas diferenciadas, segundo a situação de cada país, colocando no interior desta tríade as mudanças climáticas. Creio que seja um grande passo avante, porque tal impostação propõe um modelo articulado, não economicista e tecnicista como o modelo da economia verde.

Não existe um tratado final (como aconteceu com a Rio 92), mas são orientações para serem seguidas de forma voluntária: não me parece uma coisa negativa, é a tendência diplomática dos últimos anos.

Walter Sorrentino: Teresa, impossível não falarmos da Itália. Podemos falar de uma década (ou mais) perdida em termos de desenvolvimento? Por que a reação é tão difícil? Você me disse que o povo está ressentido e com raiva, a esquerda segue sem apresentar uma perspectiva concreta, e la nave va. Como reagem os setores críticos da sociedade – me preocupa em especial no plano das ideias, além, claro, dos movimentos sociais. As coisas parecem estagnadas…TI: A situação na Itália não é boa. A desativação, no inicio dos anos 90, do Partido Comunista Italiano e da Democracia Crista, que ofereciam vastos referimentos ideológicos, com forte atenção social, deixou na sociedade um amplo improviso e vazio. Este vazio foi ocupado por uma versão ideológica particularmente vulgar do neoliberalismo, com poderosa organização comunicativa, ao redor do berlusconismo. Foi incentivado e reanimado a difusa componente pequeno burguesa de direita, incrustada na formação cultural italiana e encontrou um amplo consenso.

Não se pode esquecer que na Itália o fascismo e o imperialismo primitivo em relação à Líbia e a Etiópia tiveram por 20 anos um apoio de massa. As forças de esquerda estão muito divididas e incertas, mesmo diante de objetivos que deveriam ser claros, como o empenho absoluto contra as ações militares nos teatros de guerra ou a construção pontual de projetos para encontrar lugares de trabalho, por exemplo. Uma lei eleitoral anti-democrática expulsou do parlamento representantes dos partidos da esquerda mais consequentes. A CGIL, principalmente alguns setores dela, como os metalúrgicos, é o principal sujeito da luta.

O executivo, seja nos passados governos Berlusconi, seja no governo neoliberal tecnocrático atual, não abre nenhum espaço de confronto e de diálogo com a sociedade civil. Neste quadro a crise econômica pesadíssima se abate com ferocidade social, mas a ausência de um sujeito político forte e organizado que transforme a raiva em lutas com finalidades concretas, gera uma ulterior resignação e desencanto político.

Fonte: Blog do Sorrentino

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cidadão

André De Campos


O cidadão na cidade, já perdeu sua identidade, no meio de tanta diversidade, sobrevive com muita dificuldade, não vê chegar sua idade, passou o tempo com velocidade, há muito foi-se a mocidade, só permanece a saudade.


O cidadão na cidade, trabalha duro o dia inteiro, não vive, vegeta, não raciocina, tudo em nome do dinheiro, horário a cumprir, metas a atingir, não há tempo para sorrir, nem sequer se despedir, está obstinado a progredir.


O cidadão na cidade, convive com a desonestidade, que alimenta a imoralidade, amiga da impunidade, vizinha da marginalidade, que alimenta a maldade, que tanto se vê na sociedade.


O cidadão na cidade, logo fica doente, é trânsito, violência, correria do dia-dia, concreto, asfalto, poluição, indivíduos sem educação, só aumenta o caos e a confusão.


O cidadão na cidade, quase não consegue respirar, não tem tempo pra admirar, o que de belo pode ter, quase não percebe o que acontece, quando vê já anoitece, mais um dia pra esquecer.


O cidadão na cidade, muitas vezes é mais um, perdido, atordoado, olhando por todos os lados, tentando se encontrar, tudo está a sua volta e nada está no mesmo lugar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ariano Suassuna é o Presidente de Honra do PSB


Eduardo Campos é reeleito presidente nacional do PSB; Ariano Suassuna ganha cargo honorário
3/12/2011 - 20:07
REDAÇÃO
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi reeleito, neste sábado (3), presidente nacional do PSB, durante o 22º Congresso Nacional do partido, que está sendo realizado desde sexta-feira (2) em Brasília. Também foram eleitos por unanimidade o novo Diretório Nacional e os Conselhos de Ética e Fiscal.
Para a presidência de honra foi eleito o escritor Ariano Suassuna. “Sou um contador de história, e esse é um cargo político de muita honra. Nesta oportunidade, encerro a minha vida política neste cargo”, disse o autor de obras como O Auto da Compadecida.
Ao anunciar os novos dirigentes partidários, o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, declarou que Eduardo Campos é a pessoa que norteia o congresso do partido.
Mobilidade urbana - Campos defendeu, no congresso, a desoneração do preço das passagens do transporte público, como uma alternativa para solucionar o problema da mobilidade urbana nos grandes centros urbanos. “A gente vê desoneração de impostos para carro, para passagem de avião. Temos que discutir a isenção das passagens de ônibus, 50% do valor delas são de impostos”.
O governador pernambucano disse ainda que o partido está discutindo as alianças para as eleições municipais do ano que vem e que acredita que o PSB vai crescer muito.
Segundo ele, é enfrentando os problemas sociais e urbanísticos das cidades que o partido vai se preparar para as próximas eleições. “É preciso reconhecer, o que o PSB sabe fazer é governar. E não vamos para as ruas disputar poucas prefeituras. Vamos disputar mais de 1.500”.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Fidel Castro: O papel genocida da Otan
Neste domingo (23), o líder da Revolução cubana Fidel Castro iniciou uma nova série de Reflexões sobre a Otan, organização agressiva e genocida a serviço do imperialismo norte-americano e as potências da União Europeia. Leia a tradução inédita em português.Essa brutal aliança militar se converteu no mais pérfido instrumento de repressão que a a história da humanidade já conheceu.A Otan assumiu esse papel repressivo global tão logo a URSS, que tinha servido aos Estados Unidos de pretexto para criá-la, deixou de existir. Seu propósito criminoso se tornou patente na Sérvia, um país de origem eslava, cujo povo lutou tão heroicamente contra as tropas nazistas na 2ª Guerra Mundial.Quando em março de 1999 os países dessa nefasta organização, em seus esforços por desintegrar a Iugoslávia depois da morte de Josip Broz Tito, enviaram suas tropas em apoio aos secessionistas kosovares, encontraram uma forte resistência daquela nação cujas experimentadas forças estavam intactas.A administração ianque, aconselhada pelo governo direitista espanhol de José Maria Aznar, atacou as emissoras de televisão da Sérvia, as pontes sobre o rio Danúbio e Belgrado, a capital desse país. A embaixada da República Popular da China foi destruída pelas bombas ianques, vários funcionários morreram, e não podia haver erro possível como alegaram os autores. Numerosos patriotas sérvios perderam a vida. O presidente Slobodan Milosevic, premido pelo poder dos agressores e o desaparecimento da URSS, cedeu às exigências da Otan e admitiu a presença das tropas dessa aliança dentro de Kosovo sob o mandato da ONU, o que finalmente conduziu à sua derrota política e seu posterior julgamento pelos tribunais nada imparciais de Haia. Morreu estranhamente na prisão. Se resistisse uns dias mais o líder sérvio, a Otan teria entrado em uma grave crise que esteve a ponto de eclodir. O império dispôs assim de muito mais tempo para impor sua hegemonia entre os cada vez mais subordinados membros dessa organização.Entre 21 de fevereiro e 27 de abril do presente ano, publiquei no sítio CubaDebate nove Reflexões sobre o tema, nas quais abordei com amplitude o papel da Otan na Líbia e o que a meu juízo ia ocorrer.Vejo-me por isso obrigado a uma síntese das ideias essenciais que expus, e dos fatos que foram ocorrendo tal como foram previstos, agora que um personagem central de tal história, Muamar Kadafi, foi ferido gravemente pelos mais modernos caças-bombardeiros da Otan que interceptaram e inutilizaram seu veículo, capturado ainda vivo e assassinado pelos homens que essa organização militar armou.Seu cadáver foi sequestrado e exibido como troféu de guerra, uma conduta que viola os mais elementares princípios das normas muçulmanas e outras crenças religiosas prevalecentes no mundo. Anuncia-se que muito breve a Líbia será declarada "Estado democrático e defensor dos direitos humanos".Vejo-me obrigado a dedicar várias Reflexões a estes importantes e significativos fatos.

Fidel Castro Ruz

23 de outubro de 2011 18h10

Tradução da Redação do Vermelho

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Salvem os educadores!!

Professor André De Campos


Trabalhar com educação hoje, realmente é uma grande experiência. Os educadores são verdadeiros heróis de guerra, numa batalha contínua contra a defasagem cognitiva, o analfabetismo, a alienação dos educandos, contra o desrespeito, a insensibilidade, a falta de limites, a drogadição e a violência generalizada. A exposição a essas mazelas é diária e constante, os desafios são inúmeros e a carga psicológica é gigantesca.
Os educadores cumprem diversos papéis sociais (pais, médicos, psicólogos, etc.) atribuições que lhes são repassadas em virtude da desestruturação familiar, da desvalorização da educação, além da omissão do poder público com relação ao processo educacional, sem falar, no descrédito e humilhação dos profissionais da educação, que após anos de estudos e qualificação, são desmoralizados pelo sistema.
Trabalhar com educação é missão, vocação, e toda missão é desafiadora e repleta de obstáculos, alguns mais acessíveis, outros quase intransponíveis, que requerem do educador enorme capacidade de diálogo, paciência, sensibilidade, criatividade e flexibilidade para lidar com momentos delicados e de tensão extrema. Exercer a atividade docente implica, para o professor ter uma ocupação que exige um alto nível de habilidade, preparo e conhecimento atualizado, ao mesmo tempo em que necessita praticar ações que desenvolvam competências cognitivas, afetivas e sociais.
Atualmente, uma grande maioria dos educadores, no seu dia-a-dia, apresenta, em suas atividades pedagógicas, sentimentos de desmotivação, desencantamento, desilusão e inúmeras dificuldades para lidarem com situações-problema e conflitos, encontrados no ambiente educacional. Além disso, a enorme cobrança advinda da sociedade, da escola, dos pais e a própria exigência em permanecer atualizado a fim de responder às expectativas dos alunos, conduz o professor a buscar alternativas diferenciadas que qualifiquem sua prática.
A insatisfação frente às circunstâncias desfavoráveis e os constantes obstáculos que necessita enfrentar diariamente para sobreviver, provocam sentimentos de indignação, impotência, irritabilidade, nervosismo, cansaço, desgaste físico e mental, tornando os professores mais vulneráveis ao stress. Os professores são os profissionais com os maiores índices de stress e exposição ao risco, devido à indisciplina e ao desinteresse dos alunos, que tem aumentado gradativamente nos últimos anos. Na escola, se reflete o comportamento da sociedade, que também está doente e muito mais violenta. Os valores éticos e morais degeneraram-se, as relações de convivência social estão conflituosas, radicalizadas, desarmônicas e isso afeta diretamente o comportamento dos alunos e contribui para o aumento da indisciplina e da violência escolar.
De que forma os professores poderão se manter saudáveis se aquilo que eles fazem não é respeitado? A dignidade dos professores está em risco, cada vez mais comprometida e ameaçada pela humilhação, pelos péssimos salários e pela falta de respeito.
Por favor, salvem os professores!